10/08/2009...15:08

Vilas e pátios operários (3) – Morar num palácio

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Fiúza

A fachada Oeste do Pátio Fiúza

Há, desde o séc XVII,  um palácio em Alcântara que foi pertença dos bisavós e depois do próprio Marquês do Pombal, antes de ser de um tal desembargador Fiúza. Nele morou também o rei D. Pedro II, durante as obras no Paço Real de Alcântara (ai, que deste ainda não se falou aqui! Fica para breve!).

Com a industrialização, palácio e quinta foram divididos e utilizados para habitação de operários. O Palácio encontrava-se “organicamente integrado na malha urbana circundante. Depois da construção dos acessos à ponte, a zona foi esventrada perdendo o edifício a sua integração urbanística.” Neste antes e depois pode ver-se o início da Travessa do Fíuza, na Rua de Alcântara, que desaguava à porta do palácio, depois tornado pátio operário.

Como este espaço pode ser dividido para habitação de muitos só se percebe com uma visita (que o revela completamente renovado,  imaculadamente limpo e bem tratado): é um labirinto misterioso de escadinhas que sobem, desaguam em pequenos pátios e logo voltam a descer, ao longo do qual se descobrem portas  que se adivinham de habitações. É verdadeiramente único!

pormenor escadaria

fiúza 2

girassóis no Pátio

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