
A fachada Oeste do Pátio Fiúza
Há, desde o séc XVII, um palácio em Alcântara que foi pertença dos bisavós e depois do próprio Marquês do Pombal, antes de ser de um tal desembargador Fiúza. Nele morou também o rei D. Pedro II, durante as obras no Paço Real de Alcântara (ai, que deste ainda não se falou aqui! Fica para breve!).
Com a industrialização, palácio e quinta foram divididos e utilizados para habitação de operários. O Palácio encontrava-se “organicamente integrado na malha urbana circundante. Depois da construção dos acessos à ponte, a zona foi esventrada perdendo o edifício a sua integração urbanística.” Neste antes e depois pode ver-se o início da Travessa do Fíuza, na Rua de Alcântara, que desaguava à porta do palácio, depois tornado pátio operário.
Como este espaço pode ser dividido para habitação de muitos só se percebe com uma visita (que o revela completamente renovado, imaculadamente limpo e bem tratado): é um labirinto misterioso de escadinhas que sobem, desaguam em pequenos pátios e logo voltam a descer, ao longo do qual se descobrem portas que se adivinham de habitações. É verdadeiramente único!






